Primeiros Parágrafos "Vox"



Se alguém me dissesse que um dia eu seria capaz de derrubar o presidente, o Movimento Puro e aquele merdinha incompetente do Morgan LeBron na mesma semana, eu não acreditaria. Mas também não questionaria. Não diria nada.
Virei uma mulher de poucas palavras.
Esta noite, no jantar, antes de eu dizer as últimas sílabas do dia, Patrick dá uma batidinha no dispositivo prateado preso ao meu pulso esquerdo. É um toque leve, como se estivesse compartilhando minha dor, ou talvez me lembrando que devo ficar em silêncio até o contador reiniciar à meia-noite. Essa magia vai acontecer enquanto durmo, e vou começar a terça-feira com uma página em branco. O contador da minha filha, Sonia, fará o mesmo.
Meus meninos não usam contadores de palavras. 

Inferno Perfeito e porque é perigoso tentar ser herói na Somália

Título: Inferno Perfeito
Autor: Camila Ferreira
Editora: PL
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Sinopse: Laura Ryder sempre sonhou em fazer história com uma grande reportagem. Com esse intuito, preparou-se e fez uma longa viagem até a Somália. Ela jamais poderia imaginar que, dentro de poucos dias de sua chegada àquele país marcado pela guerra, faria parte de uma terrível estatística: a dos jornalistas sequestrados por rebeldes em zonas de conflitos.Dan Walker é mercenário e tem um talento único para encontrar e eliminar seus alvos com precisão. Acredita apenas nos próprios instintos e estes nunca permitem que ele desvie o foco. Ajudar uma mulher desconhecida que foge de seus captores em meio ao deserto da Somália era algo fora de questão, mas, levado por um impulso desconhecido, ele resolve socorrê-la. A partir de então, sua missão ganha novas ramificações, as quais serão decisivas em sua própria vida.
"Inferno Perfeito" é um romance intenso, que irá deixar você sem fôlego, conduzindo-o a lugares que jamais imaginou estar.

Hoje vamos conversar um pouco sobre esse livro que causou muitas sensações controversas em mim. Fui do sorrisinho bobo ao revirar de olhos, de impaciência. Enfim, sou uma leitora chatérrima de exigente, mas acho que de modo geral fiquei com um saldo positivo dessa história. 

Não me perguntem como cheguei nele, provavelmente um desses meus laboratórios de escrita. O fato é que vi a capa, adorei a sinopse e baixei no Unlimited. Acabei não lendo no mesmo dia, mas também não demorei horrores com ele parado no Kindle. E só precisei de um dia para terminá-lo, e aqui esta o primeiro ponto positivo dessa história: O texto flui! 

Veja também: Tudo sobre o Kindle

A autora é uma boa narradora, e isso é inegável. Nas minhas condições atuais poucos livros estão me prendendo do começo ao fim em um curto espaço de tempo, e ela conseguiu com eficiência. Então se vocês curtem romance com essa pegada de ação e não tem muito tempo a perder, se joguem em Inferno Perfeito. 

Outro ponto super positivo para mim são as cenas onde se desenvolvem a ação. Gosto muito de mocinhos que sejam antiherois e Dan é exatamente assim. Claro que tem que ter muito cuidado para não gerar antipatia por parte do leitor por causa disso, e eis o primeiro ponto negativo: Não senti nada por ele em nenhum momento. Frio e apático do começo ao fim, e isso é esquisito para um cara munido de revolver, muita raiva e uma mulher em sua cama. Como disse, a linha é muito tênue entre o gostar e ser alheio. 

Laura também não fica atrás, heim! Ela tem uma dependência emocional que causa gastura de se observar. Claro que a gente meio que entende, visto o histórico dela, mas ainda assim dá nervosismo. Muitas atitudes dela geram impaciência. Porra, a mulher passou quase um ano sendo refém de terroristas na Somália e quando volta para casa vai se preocupar com banco? Ah, vá! Faltou trabalhar um pouco a jornada do herói nessa personagem, o desespero de quem passa por situações semelhantes e que nesse livro só se mostra através dos pesadelos frequentes dela. 

Seguindo pelas coisas que não gostei, o livro tem muitos picos de tensão, e isso cansa o leitor. Todo livro tem que ter uma passagem delicada pelos momentos de tensão, para que eles sejam o ápice e de fato funcionem como ápice. Aqui a autora sobe e desde neles como se fosse uma montanha russa, e igualmente uma montanha russa, aquilo me causou vertigem e um cansaço infinito. Quando eu vi que a cena mais tensa tinha se desenvolvido nos 75% da história pensei... "caralho, o que ela vai fazer com o resto do livro se tudo está aqui?". E sim, ele foi desnecessário para mim. 
Não emergir nas cenas quentes de casal, e nem no romance deles. A briga interna do "amo, mas não posso amar" de ambos passa que não causa qualquer sentimento no leitor. Sério, entediante. Mas volto a dizer, as cenas de ação roubam todo o espaço e brilham, o que me faz pensar como a autora é versátil por passear entre romance hot, como outros livros dela, para esse aqui. 

Outro ponto que me incomodou foi a passagem pela Somália. Gente, a autora retratou um inferno na Terra, mas não detalhou isso. Não senti pena ou medo em momento nenhum enquanto eles estavam lá. Na verdade não senti nada. Apenas mais um dia na Somália. Putz, queria ter "sentido" o lugar onde Laura foi cativa, e isso não aconteceu. 

Enfim, é um livro divertido e rápido, mas tem esses diversos pontos negativos. Sugiro vir sem muita expectativa. Sei de gente que amou, e eu pessoalmente achei apenas ok. Por isso vir sem expectativa sugere que sua experiência será uma grata surpresa, boa ou ruim. 



Veja também: Outros livros tensos









Tour pelo Home Office


Interessados em ver como ficou meu Home Office?Chega mais!

Se me acompanham pelo Instagram @caroltelesbispo sabem que passei o mês de outubro inteiro em uma reforma na sala de casa. Foi o negócio de pintar parede, montar móveis e arrumar estante que parecia que jamais ia acabar. E de fato ainda não acabou, mas já dá para adiantar uma boa parte para vocês.


Então hoje vamos conhecer minha mesa de trabalho e o gaveteiro do lado, e até final do mês iremos para as incríveis estantes com o BookShelf Tour. Gostam desse tipo de conteúdo? Então fiquem por dentro do canal e do Instagram.


A Mesa do Home Office


Minha mesa é do modelo Bahamas, da marca Politorno. 
Ela tem mais ou menos 1 metro de largura e é bastante alta. Talvez tenha 1,80 de altura. 
Tem essas duas gavetas embaixo que são grandes e espaçosas, e essas prateleiras em cima que ficaram puro charme, porque daí não precisam se preocupar com decoração nessa área. Bastou o mural de fotos lindíssimo da Leitura Maceió e completei o que queria. Quer dizer, ainda quero pôr um cactus pequeno ali, mas de resto ficou perfeita!
É um móvel diferente e belo. Não é muito largo, mas aqui em casa aprendi que quanto mais espaço temos, mais bagunça juntamos, então ficou perfeito para mim. E a melhor parte... Montei completamente sozinha! Usando apenas uma maleta de ferramentas e uma parafusadeira.



O Gaveteiro do Home Office



O gaveteiro teve diversas funções para mim. Fica de suporte para minha impressora, coisa que eu tinha muita dificuldade com a mesa antiga, porque não tinha onde colocá-la. Além de guardar todos os meus cacarecos de escritório. Agora eu tenho gaveta para tudo, desde papeis diversos, a agendas e fios (todo mundo tem fios em casa para guardar, não é?)
Também é um móvel da Politorno, e tem outros tamanhos do mesmo e da mesma marca. Você pode pegar um com cinco gavetas, por exemplo. Garanto que vai ficar um arraso de qualquer jeito. 
Tem rodas nos pés, o que facilita a limpeza (e muito!) e os puxadores são absolutamente elegantes. Em resumo, eu AMEI esse móvel!




Detalhes

Esse espaço em cima da mesa cabem meus livros científicos, cadernos de organização e livros religiosos numa boa, além de abrigar os gaveteiros pequenos para guardar os objetos cortantes que não quero que as crianças tenham acesso. 


Acham que talvez esse móvel vá ficar pequeno ou grande no seu ambiente? Que tal testar o Mooble da Politorno? O Mooble é um simulador virtual de ambientes maravilhoso. Lá vocês criam como querem a sala ou home office e decidem que tipo de móvel é ideal para você.






Links para achar a mesa:
Dafiti: https://bit.ly/2OzGAPX
Americanas: https://bit.ly/2z4cbnU
Madeiramadeira: https://bit.ly/2JU8nK2

Links para o gaveteiro:
Madeiramadeira: https://bit.ly/2FgBIQm
Americanas: https://bit.ly/2T2RAIL









Leituras de Outubro



Hello, people!
Vamos conferir as leituras que fiz no mês de outubro? Foram poucas mas tem muita coisa legal. 
Acessa ai o vídeo e não esqueça de clicar no gostei e de se inscrever no canal, se não forem inscritos ainda. 




O Melhor e o Pior de Filhos de Sangue e Osso

Título: Filhos de Sangue e Osso
Autor: Tomi Adeyemi
Editora: Rocco
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Sinopse: A mitologia iorubá é o fio condutor de Filhos de sangue e osso, que marca a estreia de Tomi Adeyemi na literatura. Graduada em literatura inglesa em Harvard, a jovem escritora norte-americana de origem nigeriana recebeu uma bolsa para estudar cultura africana em Salvador, na Bahia, onde se inspirou a criar um universo de fantasia onde a magia dos orixás corre o risco de se perder para sempre. O livro abre a trilogia O legado de Orisha e conta a história de Zélie, uma jovem disposta a lutar contra a opressão sofrida por seu povo. Considerado um dos grandes lançamentos do ano nos Estados Unidos, Filhos de sangue e osso ocupa as principais posições do ranking dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento, há 27 semanas, e já chega ao mercado com adaptação negociada para o cinema pela Fox e publicação em mais de 15 países.

Esse é um formato diferenciado de resenha. Vou contar o que o livro tem de melhor e de pior em tópicos e tentar explicar um pouco o motivo de ter feito essa separação. Vamos lá?


O Melhor
  • A cultura


É inegável o quão incrível foi a autora em mostrar a cultura africana através desse livro. As vezes com coisas bobas, como objetos comuns por lá, ou com coisas mais sérias, como divindades e termos linguísticos. O fato é que é muito fácil de inserir na cultura usando a perspectiva dos personagens narradores. 

  • A Magia


É uma fantasia, ok? Então sim, tem magia aqui e muita! 
Confesso que ainda não estou por dentro de como essa magia se desenvolve de maneiras diferentes para pessoas diferentes e até onde pode ir o limite da magia de cada personagem. Mas acho que por ser o primeiro livro, nós ficamos tão perdidos quanto eles estão, já que para eles aquilo também é algo novo. Acredito que no próximo volume a autora vá trabalhar melhor isso. 

  • Os personagens


Zélie, Amari, Inan e Tzain são os quatro protagonistas. Os três primeiros tem voz narrativa, e não sei direito porque Tzain também não teve a sua própria. Todos são incríveis dentro da proposta do que a autora queria em relação a eles. Tenho um amor real por Zélie, e no momento estou em uma batalha interna em relação ao meu amor por Inan, mas os quatro são maravilhosos. É muito bom ver como o relacionamento deles cresce. Zélie é irmã de Tzain e Amari de Inan. Não poderiam ser relações fraternas mais diferentes, já adianto. 

  • A raça


Um livro onde todos os personagens (um ou outro gato pingado que não) são negros. Isso é enorme para um país cheio de preconceito idiota, como é o nosso. De início eu estranhei, mas foi pura questão de costume, porque depois que criei os personagens em minha cabeça, agora acho impossível imaginá-los de outro modo que não negros. 

  • Os romances


Tem? Óbvio! É uma fantasia adolescente, minha gente! Um deles é super leve e respirável, o outro é pesado ao ponto de precisar fechar o livro para aliviar a cabeça. Acho que eles formam uma balança interessante nesse quesito. 


  • Empoderamento Feminino


Temos dois rapazes e duas moças. As meninas dão banho nos caras! Zélie sabia que era maravilhosa, mas Amari me surpreendeu no fim. A garota estava virada no siridó! <3


  • Pessoas carregam problemas antigos


Gostei muito do que a autora fez aqui em relação a dicotomia de um personagem em específico. Vimos claramente a briga interna dele em relação a fazer o que precisava ser feito e o que deveria ser feito. No final das contas somos só humanos, não é? Só precisamos de aprovação. Achei isso genial. 



O Pior
  • O preço


Sessenta reais em um livro para um trabalhador com salário mínimo de 950? Acho isso abusivo, com certeza! Só li o ebook porque consegui um empréstimo da conta de um amigo, porque até o preço do digital estava caro demais. É um ebook, caramba! Se esses livros digitais fossem padronizados com preços até 10,00 eu certamente leria muito mais livros de diversas editoras. Sem contar que algumas editoras não disponibilizam ebooks já por medo de pirataria. Onde fica a inclusão aqui? Sinceramente, acho que deveria ser lei a literatura ser disponibilizada digitalmente também. Conheço muito cego que se faz em um kindle. 


  • O ritmo


Até os 50% do livro o ritmo dele é muito lento. Pode ter sido um problema pessoal meu com a história, mas ainda assim me deixou nervosa e tentando enxergar onde diabos as pessoas estavam vendo tanta coisa boa em um livro que não estava funcionando para mim. Depois disso a coisa funcionou, mas até lá foi um martírio. 


  • Cade a visão de Tzain?


Coloquei em cima que o único personagem que não tem POV foi o irmão de Zélie, que é tão protagonista quanto ela. E daí bate a curiosidade de saber se foi proposital ou não. Porque a autora faria para os outros três e não para ele? Fiquei encucada com isso e aceito teorias. Alguém se habilita a me dar algumas? 


É isso ai, gente! Viram que de ponto negativo houveram bem poucos? Porque de fato o livro quase não apresentava defeitos, e os que tinham eram muito mais pessoais comigo do que necessariamente um problema da história. De modo geral Filhos de Sangue e Osso é um livro grandioso e que eu amei muito. Com certeza uma das maiores fantasias da atualidade. 

E se quiserem ler mais resenhas sobre fantasias incríveis, deixo as sugestões abaixo:

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Ainda que não me reste nada e todo o meu amor pela música


Sinopse: Bernardo alcançou a maioria dos seus sonhos
É maestro de uma orquestra premiada e professor de música de uma universidade. Só que ainda faltava algo em sua vida. Um algo que se foi de modo brusco e que arrancou sua capacidade de pensar em felicidade como um estado de constante euforia que lhe pertencesse.
Em viagem a trabalho, acaba esbarrando em duas mulheres que irão mudar completamente a sua vida. O ensinarão que não apenas sua história tem momentos de ecos vazios, e que é necessário aprender a conviver com isso e enxergar sempre a metade inteira das situações.
Uma jornada de avaliação do homem que se tornou, e do menino que um dia deixou no passado. E ele não estará sozinho. Na verdade, vai descobrir que jamais esteve.


Essa postagem veio com o intuito de apresentar por aqui meu livro novo e explicar para vocês mais ou menos como ele funciona. 

Se já estão por aqui há algum tempo, conhecem A Mais Bela Melodia, não? Foi o primeiro livro que escrevi e que foi dividido em três partes, porque ficou simplesmente enorme. 
Do final daquele livro eu encontrei um gancho para esse. Bem, não exatamente do final, porque Ainda que não me reste nada acontece quinze anos após o epílogo do livro anterior, e também não exatamente um gancho, já que a história conclui redondinha. Contudo encontrei uma voz baixinha, e apenas transformei-a em um brado altivo. 

Vamos passear por lugares já conhecidos do leitor e rever pessoas que tanto amamos com aquela história. Sempre vejo essa aqui como um calmante para corações. Um refresco para quem tem curiosidade de saber como tudo aquilo acabou para os protagonistas de A Mais Bela Melodia. Sem contar que o ponto principal daqui é Ben, então vamos rever gente que adoramos e conhecer a trajetória do menino modelo de Esperança. 

Abaixo segue Trilha Sonora com o link para a playlist no Spotify e os agradecimentos do livro, onde conto como foi para mim o processo de construí-lo. 


Trilha Sonora de Ainda que não me reste nada

1.       Evidências (Chitãozinho e Chororó)
2.      I will follow him ( Filme Mudança de Hábito)
3.      Ovelha Negra (Rita Lee)
4.      I see fire (Ed Sheeran)
5.      Some Nights (Fun)
6.      Million Reasons (Lady Gaga)
7.       Vejo Enfim uma luz brilhar (filme Enrolados)
8.      With arms are open (Creed)
9.      Coisas que eu sei (Dudu Falcão)
10.  A culpa é sua (Marília Mendonça)
11.   Amor Marginal (Johnny Hooker)
12.  Love of my life (Queen)
13.   Bandolins (Oswaldo Montenegro)
14.  Castle on the hill (Ed Sheeran)
15.   Carry On (Nate Ruess)
16.  Paciência (Lenine)
17.   Walking on Sunshine


Link: Spotify


Agradecimentos

Ainda que não me reste nada foi um parto de camelo. Assim disse um amigo veterinário quando comentei que levei catorze meses produzindo essa obra. Foi uma piada, claro, mas a analogia caiu como uma luva quando me lembrei dos sentimentos de frustração, cansaço e desespero que me afligiram durante todo esse tempo de escrita. Quem já engravidou sabe que a parte bela da gravidez só acontece cerca de umas dez horas durante todo o tempo de gestação. O resto é uma mistura dos piores sintomas e sensações que se possa imaginar. Assim foi escrever essa história.
Quando acabei, sabia que tinha feito um livro não para mim, mas para aquelas pessoas que ainda não conseguiram desgarrar de Esperança. Que tinham um amor enorme por Lorena, Klaus e/ou Adônis e não queriam dizer adeus. Vou confessar, ainda hoje não sei dizer adeus a esse pessoal, mas estava mais do que preparada para seguir adiante sem voltar e contar histórias sobre eles.
As cenas que mais gostava de escrever eram aquelas em que eles apareciam. Os diálogos que mais tinha segurança eram aqueles que tinham aquela trupe falando. E quando percebi a dificuldade que tinha de trabalhar com Bernardo e Ofélia separados da família, que entendi que começar esse livro foi errado. Que ainda não estava pronta para ele, e que provavelmente jamais estaria. Fiz por vocês, então saibam que foi puta difícil de concluir porque para mim era complicado ver Bernardo como adulto e criar uma personagem que merecesse a turma inteira, como sinto que foi Ofélia. Ainda não morro de amores pela garota, acho que talvez seja um tanto apática, mas daí tenho que me lembrar de que estou falando de alguém que passou uma vida se anulando e que estava perto do maior grupo de pessoas expansivas que já conheci, ainda que não nenhum deles seja real. Qualquer personagem de A Mais Bela Melodia camufla todos os outros que já fui capaz de produzir, com exceção de Noah Hazim, que ainda é o personagem de mais personalidade que sinto ter escrito (Que Adônis não leia esse texto).
Então se tenho alguém para quem agradecer por essa história ter saído, esse alguém são vocês, que assim que terminei A Mais Bela Melodia comentaram que Bernardo tinha uma voz, e que ela precisava ser ouvida. Aposto que se decepcionaram vez ou outra com ele, heim? Foi proposital, galera. A gente muda muito ao envelhecer, e queria mostrar a vocês que ele não é diferente do resto de nós. Então Bernardo teve uma voz, mesmo que turva em muitos momentos.
Agradeço as minhas betas espetaculares, Katia Campos, Ludmila Públio e Juliana Giorgiani, que sempre tiveram paciência comigo e com essa história, e fizeram sugestões sólidas quando o texto estava caminhando por estradas porosas.
As demais componentes e amigas do grupo das Luluzinhas, Ale Silva (autora de Duas Metades, Já era amor e Voltei, e agora?), Jess Bidoia (autora da Trilogia Conquistas e da Série Escolhas), Michelle Passos (Autora da Duologia O Jogador e a Bailarina); Juliana Policarpo (autora da trilogia Elos Perdidos, No embalo do destino, Em Defesa dos inocentes, Em duas rodas, Ride e Não dá para enganar o coração), Cris Firmino, Mari Barros, Neila Silva, Samia Jamylli, Sara Rodrigues, Camila Morais, Edjanilza Nascimento, Cristiane Oliveira e Emily Martins.
A mainha, pelos pratos que não lavei durante os momentos de escrita; ao irmão, por ter lavado os pratos que não lavei; a Lucas, por dormir sozinho de noite quando ainda conseguia ficar acordada trabalhando; ao pai que ainda distante, é uma das maiores forças do universo que sempre me impulsiona para frente, e finalmente aos meus filhos pela ausência nas horas de inspiração, e pela presença justamente por serem os motivos eternos por eu insistir em tentar cada vez mais.
Já agradeci a vocês? Já né?! Então, novamente, a vocês, por acreditarem, rirem e chorarem com cada partícula de vida minha que deixo nas histórias que escrevo. Sempre me fragmentando por ai, em um estado constante de perseverança literária.
E por último a Klaus Hunter, por ter apagado o primeiro incêndio que fui capaz de criar, e por não ter me abandonado desde então. Você é o herói, garoto!
Agora, de fato, vamos nos despedir de Esperança porque, ainda que tenham muitas vozes desesperadas para gritar naquela cidade, essa autora não é capaz de ouvir mais nenhuma delas sem achar que está deixando um rim no processo. Outros catorze meses assim e sou capaz de parir um dinossauro, e não mais um camelo.
Deixo vocês com a imagem dos vinhedos Narcole. O cheiro de uvas frescas, o som das arvores balançando ao vento, as cores do fim de tarde rosado em um lugar de corredores infinitos. O som do violão de Klaus e de Adônis tocando Garotos enquanto Lorena pragueja que eles só sabem fazer aquilo. E Bernardo, meu pseudo filho esquisito, que cresceu e se transformou no que jamais esperei dele, mas que me ensinou muito mesmo assim durante o processo.

Como os italianos diriam...

Addio, mio caro!



Dicas de como não pirar sendo um produtor de conteúdo


Hello, people!
Recentemente vi uma bookstagramer chorando nos stories porque estava se sentindo estafada por causa do trabalho com o Insta e o site que tinha, e isso me fez parar e refletir sobre o assunto, e passa longe de ser a primeira vez que faço isso pelo mesmo motivo. Produzir conteúdo pode cansar, sim!

Com alguns anos de blog, eu cheguei ao ponto de ter cinco parcerias simultâneas, e sei como é sentir-se estafada com elas. Quando você acaba de ler um livro e ainda tem uma pilha com dez te esperando. Começa a dar aquela sensação de que não vai conseguir, e isso gera crises de ansiedade preocupantes. Tive algumas por causa disso e precisei ser afastada da internet por semanas, e até meses. 

Estou nesse ramo há oito anos. Tive muitos momentos de estafa até começar a compreender que isso aqui é só um hobby. Amo e vejo com seriedade, porque estou produzindo conteúdo para vocês, mas ainda é um hobby. Mesmo que fosse um trabalho, eu precisaria aprender a usufruir do meu tempo livre para desligar disso aqui, coisa que não consigo facilmente. 

Dani Noce e o Paulo Cuenco andam fazendo uns videos pelos stories com dicas para quem produz conteúdo para a internet. Em um desses vídeos eu fiquei assustada quando ela disse que passava doze horas por dia trabalhando. Se a pessoa dorme em média oito, e trabalha doze, sobram quatro para fazer qualquer outra coisa. Será pouco? 

Meu marido recentemente me disse que eu era hiperativa. Que se ficasse muito tempo sem fazer nada, começava a pirar. Vi que era pura verdade quando ele me pediu para testar e eu analisei o tempo que passava me dedicando ao Instagram, ao canal e ao blog, e como ficava nervosa quando não estava em movimento. Seja para minhas mídias sociais ou apenas sendo mãe. Se parar, começa a dar falta de ar. 

Daí fiquei pensando se com esses grandes produtores a coisa também não funciona desse modo. Se eles não começam a sentir angústia quando param, e por isso trabalham doze horas por dia produzindo conteúdo para os outros. Vou te dizer, essa profissão não é fácil. Você abdica de muito tempo com a família, por exemplo, então se faz necessário pesar até onde você quer chegar e o que aceita perder no caminho. Ou precisa arranjar pessoas que trabalhem no mesmo ramo que você, para que possam entender suas ausências frequentes. 

Uma pessoa muito sábia me disse uma vez que quando sua vida profissional começa a engatar, é porque a pessoal está indo para o ralo. Não sei se ele ouviu isso em O Diabo Veste Prada, que tem uma fala bem semelhantes, mas o fato é que esse discurso me marcou. Tanto que toda vez que meus filhos exigem atenção ou que o marido briga comigo pelo tempo que me dedico a isso aqui, eu lembro da frase e paro, refletindo o que é importante para mim. 

Sendo bem sincera com vocês? Eu fui mãe por acaso do destino, porque logicamente eu nasci para isso aqui. É o momento mais completo do meu dia, quando estou me dedicando a produzir material para vocês e escrevendo meus livros. Mas acaso ou não, sou mãe, e preciso fazer isso direito porque amo meus filhos acima de qualquer coisa, e quero que eles me amem do mesmo jeito, não lembrando de mim como uma mãe completamente ausente porque hora estava trabalhando fora, hora trabalhando em casa. 

Pensando nisso tudo, criei uma lista de regras a seguir, para não deixar ninguém na mão. Nem minha família, porque eles precisam de mim e eu deles quando fecho o computador, e nem minha realização pessoal. Jamais poderia ser feliz sem me sentir profissionalmente realizada. 

Abaixo segue alguns critérios que adotei para minha vida, e espero que ajudem vocês também. 


  • Ter uma agenda, sempre! Se programar e anotar coisas básicas, como o tempo que vai passar se dedicando a isso aqui por dia, e cumprir de fato. Ajuda a concentrar e passar melhores momentos fora da tela, sem pensar que está deixando trabalho acumulado. 

  • Determinar um dia na semana para produzir o conteúdo para a semana inteira. Isso já me tirou de vários problemas de não ter material quando preciso dele. Hoje mesmo tirei o dia para fazer todas as postagens da semana do site, amanhã será algumas horas da tarde para produzir todas as fotos do Instagram e na quarta os vídeos para o mês inteiro. Dessa forma fico com o resto da semana mais livre, me preocupando apenas em divulgar nas redes sociais, coisa que faço em minutos. 

  • Ter um tempo para você mesmo, e aqui digo sem interferência externa. Para ler um bom livro, dançar sozinha ouvindo uma música gostosa ou colocar o tapete no jardim e ficar olhando os formatos das nuvens. Ter um tempo para você ajuda a colocar as ideias no lugar

  • Aproveitar o tempo com sua família. Eu sou bem relapsa quanto a isso, mas me esforço muito para estar com meus filhos como posso. Gostaria de proporcionar muitos momentos na rua com eles, com passeios diferentes e culturais, por exemplo. Mas moro em uma cidade que não colabora, e meu bolso também não ajuda muito. Então faço o que posso com os recursos que tenho. Acho que me saiu bem.

  • Sair com amigos e namorado. Se sou relapsa no quesito acima, aqui sou uma porcaria! Eu e o boy aqui de casa não saímos nem para comprar pão juntos, para não ter que deixar a pequena com a avó, que já vive cansada. E minhas amigas, nem sei a ultima vez que vi. Quando estavam solteiras, e isso tem um baita tempo! Internet é bom, mas acomoda as pessoas, que acabam se afastando aos poucos.

  • E por fim, não ter peso na consciência pela ausência planejada e saber pedir ajuda quando acha que não está conseguindo lidar com sua rotina. Eu tomei remédio por anos, e ainda tomo quando estou em crise. Sei que tem momentos que sozinha não consigo. Abrir mão e deixar de lado as vezes não é maléfico. Aprenda a tocar o foda-se quando for preciso e peça ajuda se necessitar. 
E é isso ai, pessoal!
Alguém vez já sentiu-se estafado por esse trabalho? Ou recebeu cobranças dos amigos e familiares? Quero saber a opinião de vocês sobre o assunto. Passa lá no meu Insta para a gente conversar! 

Instagram: @caroltelesbispo

Veja também:


O Plano Original e a intertextualidade de contos de fadas

Título: Plano Original
Autor: Eliza P. Hunter
Editora: Independente
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Sinopse: Pode uma paixão nascer de uma inimizade? A rivalidade de dois estudantes na pequena cidade de Andaluz foi capaz de dividir toda uma escola.Aos 16 anos, Maria está de volta à sua terra natal, depois de seis meses vivendo na Itália.
Sua mãe controladora casou-se novamente e, de repente, por ironia do destino, Maria terá que viver na mesma casa que o garoto que odeia desde que se lembra.
João é o herdeiro da família Albuquerque, filho único do maior empresário no ramo de bebidas do país e inimigo declarado de Maria.
Mas nem sempre foram assim. Por trás da perseguição adolescente há segredos que ambos escondem um do outro.
Segredos capazes de arruinar suas próprias famílias. E de destruí-los pelo caminho.

Intensidade. Essa é a palavra perfeita para explicar esse livro. E embora "intensidade" seja uma palavra apropriada, não acredito que chegue aos pés do que Plano Original pode te causar de intensidade nesse sentido. Da avalanche de sentimentos opostos que se é capaz de sentir com essa leitura. E dou minha cara à tapa se você descordar de mim quando chegar ao fim. Apenas venha, sem amarras ao tradicional porque a autora foge em absoluto dele. 

Já vou avisando que ainda que a história comece com um jovem adulto, ela não é para adolescentes pueris.  Aqui tem sexo, e sexo pesado! Nada degradante, para minha felicidade que costumo odiar livros com hot sem propósito. Quando existe o degradante nessa história, tem tanto fundamento que não me irrita nem um pouco. 

João e Maria foram amigos de infância. Se conheceram em um parque e mantiveram amizade até que um pequeno problema inocente os separou. Mas como crianças exageram em tudo, aquele ato gerou uma bola de neve entre os dois, fazendo com que aquilo fosse responsável por criar a lenda antagônica "João e Maria" na história da escola onde estudavam, da infância até a adolescência. 

Maria vai passar um tempo fora do país, em intercâmbio na Itália, e só volta a encontrar o garoto quando retorna para o casamento da mãe com ninguém menos que o pai dele. Ou seja, seu inimigo mortal agora também será o seu meio irmão. 

Podem imaginar o tamanho do problema que isso vai gerar, não é? Pois é. Andaluz nunca mais será a mesma depois desse retorno. 

Olha gente, esse é um livro que consegue mudar de gênero durante a leitura. Você começa no High School, com as brigas do casal principal ganhando intensidade, e já tendo muita intensidade porque ambos são intensos em absoluto. E ai depois, na segunda parte da história, a gente cai de paraquedas em um New Adult que me deixou com vergonha de ler na presença de outras pessoas, de tão picante e denso que era. 

Não se engane de pensar que João e Maria adolescentes também não tinham fogo nas calças, porque eles tinham, e muito! E esse foi um dos pontos que me fez idolatrar a história. Adolescentes transam, gente! Muito mais que a maioria dos adultos, e fico vendo os autores num puritanismo exagerado para esconder o sexo como se fosse possível na vida real. Achei a colocação da autora muito crível em relação a isso, sem contar que os dois garotos juntos são combustão espontânea. 

A passagem de tempo da história é necessária, mas difícil para a gente que torce e acompanha os dois guris. Porque eu queria constantemente socar os dois por serem adolescentes e um tanto obtusos para certas coisas, e depois quis socar os dois por terem tanto medo de um lado e amargura no outro e não deixar esse sentimento entre ambos fluir. Sendo sincera? Esse foi o meu livro "carol boxeadora" de 2018. Sabe aquele livro que te dar vontade de sacudir os personagens? Olha ele aqui! 

É um paixão maluca deles, gente. Do tipo que cada pessoa só vai experimentar uma vez na vida. Na verdade acho que a maioria nem isso. A dúvida é... Você preferiria viver um amor denso assim e sofrer muito no processo, ou viver em paz sem nunca ter sentido essa intensidade? Eu ainda tenho minhas dúvidas. Não sei se tenho mais coração para me machucar, como eles fazem com frequência. 

E se você curte um hot, puxa a cadeira e chega junto, amiga! Aqui tem muitas cenas, e todas muito diferentes e bem construídas. Nada como aquela coisa manjada que todo autor faz e deixa a história mecânica. Não sou chegada a muito sexo em um livro, mas quando ele é bem feito bato palmas. E aqui a autora esta de parabéns! 

E dai vocês me perguntam... "Mas, Carol, onde entra a intertextualidade com os contos de fadas aqui? Ah, meus caros amigos, precisam vir catar essas migalhas de pão para poder entender". 

Deixo, para finalizar, meu mais sincero amor por esse livro, tanto a versão young adult como a new adult dele, querendo do fundo do meu coração que vocês se doem de vez a essa história e se apaixone por ela exatamente como aconteceu comigo. 

E se quiserem conversar mais sobre o livro, passa lá no Insta para a gente bater um papo:
Instagram: @caroltelesbispo


Veja também: Outros livros com casais maravilhosos.



Primeiros Parágrafos "Filhos de Sangue e Osso"


Tento não pensar muito nela. Mas quando penso, penso em arroz. Quando Mama estava por perto, a cabana sempre cheirava a arroz jollof. Penso no jeito que sua pele escura brilhava como o sol de verão, no jeito que seu sorriso agitava Baba. No jeito de seus cabelos brancos, cheios e encaracolados, uma coroa indomada que tinha vida própria. Ouço os mitos que ela me contava à noite. A risada de Tzain quando eles jogavam agbon no parque. Os gritos de Baba quando os soldados passaram uma corrente no pescoço dela. Os gritos dela quando a arrastaram para a escuridão. Os encantamentos que jorravam de sua boca como lava. A magia da morte que a descaminhou. Penso no jeito que seu cadáver pendeu daquela árvore. Penso no rei que a levou embora. 

Essa semana ainda sai a resenha de Filhos de Sangue e Osso. Fica por dentro das redes sociais para não perder "O Melhor e Pior" desse livro.

Instagram: @caroltelesbispo 

Como sempre ter visitas em seu site


Hello people!

Vamos falar sobre visitas frequentes em seu site? E para isso hoje, especificamente, conversaremos sobre conteúdo Evergreen.

Tenho certeza de que, ainda que você não tenha ouvido falar especificamente com essa palavra, sabe o que é conteúdo Evergreen. No sentido literal da coisa, conteúdo Evergreen significa "sempre verde", e acho a denominação perfeita, já que quer dizer exatamente isso: um conteúdo que sempre será fresco, ainda que seja uma coisa batida.

Por exemplo, se você tem um site que fale de receitas culinárias e publica uma receita básica que se encontra em qualquer lugar, como pudim de leite, esse seria um conteúdo sempre verde, Evergreen. Embora seja uma receita batida, alguém sempre vai estar buscando receitas sobre pudim na internet. Eu sou uma delas. Nunca lembro o que usar ou quando usar, e recorro ao Google com frequência. 
Daí você poderia pensar que isso iria te colocar na mesma lista de concorrência que os outros, as vezes sites maiores que o seu, mas não é exatamente assim, porque se você é um produtor de conteúdo, já vem gerando esse conteúdo muito antes de publicar uma receita de pudim, e já tem um público certo. O que vai acontecer é que seu público, que acompanha suas receitas diferentes, vai poder também procurar coisas básicas no seu site, como a receita de pudim, que nesse caso é o tal conteúdo Evergreen.

Outro ponto positivo? Atrair pessoas através do Google.

A maior quantidade de visualizações nos posts aqui do site e do canal vem de conteúdo Evergreen. Veja o espelho das minhas estatísticas de postagem do blog:


Em primeiro lugar está um TOP 10 de Melhores filmes românticos. Filmes românticos é uma coisa que as pessoas sempre estão buscando no Google, portanto é um conteúdo Evergreen. 
Em segundo tem a diferença entre Conto e Crônica, que também é algo super procurado por ai. E daí vem seguido de mais top 10, de mais dicas e coisas afins. Em resumo, esses são conteúdos Evergreen porque sempre terão interessados no assunto. Capiche?

Mas Carol, só devo fazer esse tipo de conteúdo para o meu site? Claro que não! Os conteúdos noticiosos também são chamarizes para o seu site/canal, portanto não os ignore. O ideal mesmo é ficar de olho no Twitter de autores que gostamos da gringa (no nosso caso que falamos sobre livros), e nas editoras, para saber o que vem para o Brasil e quando. Esse sempre é um conteúdo que chama a atenção do leitor que está investigando o assunto no Google, e você precisa estar no ranking de postagens. Então, quanto mais rápido postar, melhor o retorno para você e mais alto vai ficar no ranking do Google. 

Importante: Não esqueça de sempre linkar outras postagens suas em seus posts noticiosos. Postagens que sejam Evergreen, ok? Faça quem está chegando no seu site saber que seu conteúdo é completo de notícias e material interessante, mesmo que antigo. Material importante. 

Aqui vai uma lista de tipo de posts que podem ser Evergreen e que jamais terão estatísticas baixas em um blog. 


  • Top 10: Sobre qualquer coisa. Filmes de terror, filmes de suspense, filmes para crianças, livros prediletos, livros com romance, livros ruins, lugares para ir no inverno, comidas para comer nas férias... Conteúdo para isso você vai ter de monte! 


  • Infográficos: As pessoas adoram infográficos! É uma maneira incrível de visualizar a resolução de um problema. Então você pode fazer infográfico com dicas que melhoram a interação no Instagram, ou melhores horários de postagem, dicas de como ler mais ou infográfico de um projeto de leitura para o mês seguinte, ou mesmo de como ser mais organizado para ler. 



  • Como fazer ou Diy: Quem nunca abriu o Google e digitou "como fazer..."? Até meu padastro fez isso para construir a escada aqui de casa! Ok, ficou uma merda, mas ele fez e usando vídeos de Youtube. Com a internet hoje em dia e quantidade de posts de "como fazer" de tudo é facilidade para todos os lados. Só deixa de fazer alguma coisa quem quer, e acredite que as pessoas gostam de ser independentes e descobrir sozinhas como montar coisas novas. Tutoriais tem de monte e você precisa entrar no embalo. 


  • Guia para iniciantes: Escuto muito as pessoas me pedindo uma espécie de roteiro de como começar alguma coisa. Normalmente como começar a ler mais, ou como fazer a gravar vídeos para o Youtube ou ainda como escrever melhor. Aqui a gente entra muito na linha dos infográficos e até do "como fazer", mas temos um material em modelo de guia mesmo, como um pequeno compêndio de problemas e soluções. Todo mundo curte isso. 


  • Superação de problemas: Já cliquei muito em post do tipo "Sai de uma ressaca literária com romance de época", até porque eu mesma já sai de várias com romance de época. Tudo mundo tem problemas, concorda? E todo mundo busca formas de resolver. Mesmo que não seja um problema que só se resolva com nosso físico. As vezes uma forcinha emocional é muito importante. Com o adendo da internet, as pessoas estão cada dia mais solitárias, querendo ser ouvida ou ouvir outra pessoa. 


  • Checklist: Todo mundo, repito TODO MUNDO adora um checklist! Esse vai sempre ser um conteúdo Evergreen na internet, seja de que assunto for. Então começar uma postagem dizendo "checklist de livros para férias" ou "checklist de material de papelaria para começar bem o ano" vai sempre render boas visualizações. Então aproveitem que é um conteúdo fácil de ser produzido e pense em vários. 


  • Ferramentas gratuitas: Falou gratuito, vai chover gente no seu post! Simplesmente porque as pessoas adoram conteúdo gratuito, seja lá o assunto que for. Então você pode pensar em apresentar ferramentas gratuitas que facilitem a vida delas. Como um aplicativo bom para organizar a agenda, ou um para a galera fitness. Um site para baixar imagens ou você mesmo disponibilizar imagens para impressão. 


  • Melhor e pior: Esse é um tipo de post que sempre chama atenção do leitor. As pessoas gostam de ver extremos de qualquer coisa, então produza conteúdo que lhes mostre extremos. Leu um livro? Mostre para o leitor em formato de lista o melhor e o pior daquele livro. Experimentou um curso novo dentro do seu nicho? Faça o mesmo! As pessoas são eternas stalkers e gostam de ver o que você pode dizer das coisas que faz e experiências que vive. 
Então, galera, anotaram tudo?
Agora mãos na massa e botem essa cabecinha para funcionar. Tenho certeza de que irão produzir muito conteúdo incrível com essas dicas. E não esqueçam de passar no meu insta e dizer como está indo sua produção de conteúdo Evergreen. @caroltelesbispo