Juntem todas as vozes silenciosas de "Vox" e façam uma revolução! Ou não.

Título: Vox
Autor: Christina Dalcher
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Uma distopia atual, próxima dos dias de hoje, sobre empoderamento e luta feminina.O SILÊNCIO PODE SER ENSURDECEDOR #100PALAVRAS
O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
Esse é só o começo...
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
...mas não é o fim.
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.


Saca aquele livro que você lê e que tinha tudo para ser incrível, mas acabou em um completo fiasco? Esse foi Vox. 

Não, o conjunto do livro não de todo detestável, tanto que ainda dei três estrelas e meia para ele, mas fiquei tão puta com a resolução preguiçosa da autora que não fui capaz de avaliar melhor do que isso. E olhe que deixei a minha cabeça se acostumar com a história antes de começar a descascar ela. Vai que mudasse de ideia ou encontrasse uma lógica na resolução dela! Já vou avisando que isso não aconteceu. 

Em Vox a gente tem um Estados Unidos diferente. Talvez um pouco mais religioso? E aqui levo a religião para o lado da obsessão, ok? Não simplesmente religioso. Estou falando dos fanáticos

Nesse novo país as mulheres não tem voz alguma. Ou melhor, tem voz, só que existe um limite diário para usá-la. 100 palavras por dia, é tudo o que elas possuem. Depois disso elas começam a ser eletrocutadas, caso usem novamente as palavras. Se fosse eu morreria antes de chegar as oito da manhã. Viraria um churrasquinho carbonizado. 

Como o país chegou a isso? Começou com um discurso pequeno e que parecia até banal, de alguém dizendo em algum lugar que mulheres e homens não poderiam ser tratadas igualmente. Alguém mais ouviu um certo presidente falando assim ultimamente? Pois é, o discurso era bem semelhante. Desse discurso até chegar no silêncio delas foi um caminho curto. Curto demais para todas as mulheres, pequenas, idosas, homossexuais, independentes... 

Jean, a protagonista, é uma cientista brilhante e mãe de quatro crianças que, de acordo com as regras novas do país, teve que sair do emprego e virar dona de casa, deixando o marido Patrick ser o único responsável pela família. 

Tem um certo acontecimento na trama que vai deixar Jean próximo demais em mudar o curso dessa história das mulheres, e ela é colocada na berlinda para decidir o que faria para mudar tudo. Do que seria capaz, e o que poderia abandonar. 

É um livro de uma ideia fantástica, e que combinou loucamente com o período atual do nosso país. Com os discursos machistas na internet que lemos durante o período político e o que até seus vizinhos foram capazes de dizer nesses mesmos dias. Isso fez com que a história fluísse para mim. A curiosidade de saber até onde ela seria capaz de chegar. 

Quando passou da metade e eu comecei a ver uma revolução tomando formas, em proporções pequenas porque tudo o que vemos é pelos olhos de Jean, eu passei a ficar ansiosa por um super clímax no final, que passou longe de acontecer. O final é simplesmente banal. 

Sabe o que autora faz? Simplesmente pega um livro que deveria ser inteiro guiado por essa mulher, ou outras mulheres, e entrega o ponto chave da ruptura da revolução nas mãos de um homem. Sério? Tipo, sério isso? Fica parecendo que tudo só foi possível porque um cara fez, e que as mulheres não poderiam fazer aquilo mudar. Fiquei deveras muito puta com esse final. 

De um modo geral é um livro que incita a filosofia. O pensar sobre a vida e o significado das coisas. Nos questionamos sobre situações que parecem simples, mas que só são simples porque as temos. Coloquei-me por diversas vezes no lugar de Jean como mãe, como mulher, como pessoa que ama ser independente e trabalhar, e como morreria rapidamente de desgosto se me tirassem a capacidade de produzir com meu cérebro. Gente, até os livros tiram delas! Isso seria uma tortura emocional para mim. Isso é o mesmo que tirar minha voz. 

É um bom livro, só que poderia ter sido excelente se não fossem as conclusões que tiramos pelos olhos de outros, e não os da protagonista. Vemos o final da história através de bastidores, e não é o que se espera de um livro distópico. Claro que isso pode ter sido completamente proposital, afinal nem sempre dá para ver a revolução de algo estando dentro dela, mas ainda assim a história pedia mais, e achei um jeito muito preguiçoso de concluir. 






Sobre se reinventar


Esses dias passei por crises de ansiedade fortíssimas. Do tipo de correr para fora de casa para procurar o oxigênio que parecia inexistente do lado de dentro. Estava sufocando. Se tivesse usando uma gravata, certamente a folgaria em meu pescoço. Se tivesse vestindo roupa apertada, teria tirado e ficado pelada. Simplesmente não conseguia respirar. 

Em momentos de crises, costumo tomar um Valeriana, que é o remédio mais leve indicado pelo médico, e fazer alguma coisa que goste muito. Ler um livro ou rever um filme que sei que me agrada. Jamais tento coisas novas porque elas podem me deixar mais nervosa ainda, e procuro fugir dessa possibilidade. 
Ainda assim, mesmo seguindo todo o procedimento padrão de momentos de crise, essa semana não conseguia escapar delas. Cada dia mais sufocada, cada dia pior. Foi quando parei e comecei a refletir sobre o motivo de estar tão mal, e de não estar conseguindo fugir daquela situação nem tomando remédio. Cheguei a conclusão que não era apenas um único motivo, que poderia ser contornada com o outro lado da minha vida, mas eram todos eles. Um pouco de cada lado. 

Alguém que respeito muito a opinião me disse que eu aproveito pouco as coisas que já tenho na vida e me cobro muito pelas que ainda não consegui conquistar. Aquilo me deixou pensativa por semanas, até porque veio de uma pessoa que tinha tão pouca ambição na vida que hoje em dia vive de favor na casa dos outros. Isso que é desprendimento, heim! 
Não sei vocês, mas não vejo isso como algo de um todo saudável, principalmente tendo que alimentar, educar e vestir duas crianças. Não faço isso tudo com outra coisa além de dinheiro, e para ter dinheiro é preciso trabalhar e muito. Não consigo pagar a escola dos meninos com desprendimento, e não sou muito a favor da frase "Deus proverá". Acho que Deus tem muito mais o que fazer além de se preocupar com a minha falta de grana, e lutar pelas coisas que a gente quer e acredita é muito mais do que ambição, é realização pessoal. 

Foi nesse momento que senti o que estava faltando em minha vida: Realização. 
Sou uma mulher só, mas que se dedica a várias coisas ao mesmo tempo. Tem a Carol mãe, a Carol funcionária pública, a Carol escritora, a Carol blogueira, Youtuber e Instagramer... E olha, não acho isso ruim. Eu AMO o que faço! Amo estar sempre ativa e produzir conteúdo e estar em movimento constante. Isso me deixa em paz. É o momento que paro que começo a sentir o espaço ao redor se fechando. Faz com que fique sempre pilhada?Com certeza! Mas a sensação de estar sendo útil aos outros e a mim mesma não tem preço. 

Claro que não tenho o retorno que deveria, sendo isso tudo há mais de seis anos. Era para ser uma blogueira mais conhecida, ou ter um crescimento maior em meu canal do Youtube, o que não aconteceu. Ainda pareço estar empacada no tempo, e foi pensando nisso que comecei a estudar minha função com mais afinco, o que me gerou mais uma demanda para minha rotina já maluca. Como disse, eu gosto dela!

Incomoda-me que eu esteja há anos nisso e não tenha andando? Muito! Vejo diversos influenciadores da mesma época e na mesma linha que hoje vivem só disso. E ouço com frequência das pessoas que vivem comigo que se não deu certo até agora, é melhor mudar de planos porque com trinta e dois anos não dará mais. Será? Faço isso esperando um retorno, claro, mas é muito mais do que isso. É esse me sentir útil e bem que não sinto com mais nada. 
Engraçado que o que sinto me pressionar é mais o que tenho do lado de cá da tela. A família de maneira geral. É querer ser sempre linda e sorridente para eles, estar a disposição quando não é isso o que quero fazer. Não quero perder uma manhã inspirada fazendo faxina em casa, e eles precisam entender que funciono dessa forma. Quando estiver livre para faxinar, vou fazer isso. 

Então invés de ficar me culpando por estar ausente para eles, comecei a parar com isso e pensar que eles ou me aceitam assim, ou vão me odiar porque não vou mudar por causa disso. Mãe, irmão e filhos a gente adapta na agenda. Marido e namorado que não se adequam? Que cobra uma coisa que não posso e não quero dar? Pule fora! Estou começando a me reinventar, e não quero ser quem não sou para agradar outra pessoa além de mim mesma. 

Meu problema foi sempre querer ser alguém que não sou. Não foi ter milhares de funções na frente de um computador que me deixou estressada, mas forçar ser sociável quando não curto muito. Ser dona de casa quando não tô afim e uma boa esposa quando tá na cara que não nasci para conviver com ninguém que não entenda como funciona o que gosto de fazer como algo importante para mim, e não apenas um capricho de alguém que passa tempo demais em casa. Chega de me sentir menosprezada pelas minhas escolhas, ok? Não rola mais! Cansei!

Depois que tomei essa incrível decisão, comecei a me estressar menos e sentir menor pressão no peito, e olhe que nem coloquei muito na ativa a ideia. Só fiz concretizá-la na minha cabeça, e já foi suficiente para ficar mais feliz.

O finalmente desse post é: Faça aquilo que te deixa feliz, se isso não for algo que machuque fisicamente outra pessoa. Se os outros se incomodarem, foda-se! Acredito em espiritismo e em outras vidas, mas não acho que preciso ser boazinha para os outros simplesmente pensando que na próxima as coisas vão melhorar. Já pensou um looping disso ai? Que frustração não seria?!




BookShelf Tour (Parte Um)


Hello, people!
Depois de vocês tanto me pedirem isso, eis que finalmente sai o vídeo com a primeira parte do BookShelf Tour. Tem anos que fiz a primeira vez, e os livros praticamente triplicaram de lá para cá. Estamos de estante nova e eles nem estão cabendo mais. Alguém me arruma mais espaço, pelo amor do sagrado! 

Se quiserem saber de onde é minha estante maravilha, dá uma olhadinha no Box de Informações do vídeo que coloquei o link, e também o link do Mooble, que é uma espécie de aplicativo da Politorno que te ajuda a montar o ambiente como você deseja. Fiz a minha sala com ele. 


Fiquem com o vídeo e espero que gostem. 


Como usar o planejador de palavras chaves do Google


Keyword, ou palavras chave, é uma técnica que muitos blogueiros usam para criar conteúdo para a internet que facilmente pode ranquear um site no Google. E se levarmos em conta que o Google é o maior site de busca do mundo, isso é um feito e tanto. Principalmente para aqueles que trabalham com Adsense.

O que se faz com uma palavra chave? Simplesmente se descobre o que as pessoas mais estão buscando no Google, e aí você produz o conteúdo em cima disso, dentro do seu nicho, claro.

E isso é pago? O do Google, não!

Existem outros meios de buscar quais são as palavras e termos mais buscados na internet, mas todas as que achei eram pagas e caras, o que inviabilizava para mim. Só que o Google, incrível do jeito que é, nos proporciona uma maneira GRATUITA de procurar o que anda sendo mais requisitado nele através do planejador de palavras chave, e até da própria ferramenta do Google.


Vamos começar fazendo o mais simples.

Abra uma janela anônima na sua internet. Não sabe fazer isso? Clica nos três pontinhos do canto direito, na barra de digitação. Daí vão aparecer algumas opções, entre elas o Nova Janela Anônima. É nesse que você deve clicar.

Uma nova janela toda preta vai aparecer. Não se preocupe que ela é só para proteger os seus dados, e para que quando você for buscar qualquer coisa no Google, não apareçam já as suas preferências. Dessa forma o Google não vai reconhecer a sua máquina e vai te dar as melhores opções buscadas, e não as suas opções mais buscadas. Entenderam isso? Vamos prosseguir.



Feito isso você vai abrir uma página do Google e digitar algo que seja do seu nicho. Como o meu é essencialmente livros, essa poderia ser a minha palavra de busca. Mas vou colocar outra qualquer, só para vocês verem como funciona.



Coloquei o nome "planejador de palavra chave", que é o tópico do nosso assunto de hoje. Estão vendo que enquanto a gente digita o próprio Google te dá vários opções de termos do que buscar? Esses termos são melhores os ranqueados no Google. Isso significa que são os que as pessoas mais procuram. Então dessa simples tarefinha você já tirou o título da sua postagem, como foi para mim, e outros títulos de outras postagens que você pode fazer com o mesmo assunto.

Veja também: Como sempre ter visitas em seu site

Fácil, não é? Com a internet tudo é fácil, gente. Só precisa conhecer por que caminho seguir.

Mas vai que você queira saber quais temas estão sendo mais procurados dentro de um mesmo nicho, em números. Daí vamos para o planejador de palavras chave que o Google oferece.


Se vocês digitarem no Google "Planejador de palavras chave" as primeiras opções que vão aparecer são os de anunciantes, ou seja, os pagos. Mas é só descer um pouco a tela que vão encontrar o do Google, que é esse site circulado em vermelho ai em cima.

Estão vendo o nome do planejador ali? Clica nele!


Vocês irão ser direcionados para uma página, e é só descer um pouco nela para encontrar essa parte ai. Clica em selecionar suas palavras chaves.


Embaixo vai aparecer uma barra de busca e você pode pesquisar alguns termos do que você quer falar, e o planejador vai te dar os números dessas palavras ou termos.


Nessa foto ele já me mostrou as palavras que eu havia pesquisado anteriormente, juntamente com os números. Ao lado da numeração tem a opção de "mais opções", que se você clicar o próprio planejador vai te dar outras opções puxando da ideia do que você colocou.

Então olhando essa imagem dá para saber que livros de romance e livrarias são termos muito buscados, e a partir disso você pode tirar as ideias para criar os seus posts.

Entenderam como funciona? É super simples. Basta mexer um pouco que descobrem como fazer disso útil para o seu dia a dia. 

Agora mãos à obra! Vão pesquisar termos e montar um banco de ideias maravilhoso para vocês. Qualquer dúvida basta me procurar no Instagram @caroltelesbispo. 


5 motivos para ler "Os números do amor"

Título: Os Números do amor
Autor: Helen Hoang
Editora: Paralela
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Sinopse: Um romance que prova que o amor muitas vezes supera a lógica.Já passou da hora de Stella se casar e constituir família — pelo menos é isso que sua mãe acha. Mas se relacionar com o sexo oposto não é nada fácil para ela: talentosa e bem-sucedida, a econometrista é portadora de Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara podem trazer parece uma missão impossível. Diante desse impasse, Stella bola um plano bem inusitado: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada.
Enfrentando uma pilha cada vez maior de contas, Michael Phan usa seu charme e sua aparência para conseguir um dinheiro extra. O acompanhante de luxo tem uma regra que segue à risca: nada de clientes reincidentes. Mas ele se rende à tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional.
Quanto mais tempo passam juntos, mais Michael se encanta com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, vai se sentir impelida a sair de sua zona de conforto para descobrir a equação do amor.

Motivo 1: A premissa. 
Stella é autista e tem muitos problemas para se relacionar. Pensando na solidão que sente, e sabendo que do jeito que ela desconhece de tudo, é bem provável que afaste mais do que conquiste homens, ela decide contratar um profissional. Um garoto de programa para ensiná-la como fazer sexo e agradar o parceiro. Premissa muito boa, não é? Promete! 

Motivo 2: Não é só um livro hot
Eis a melhor parte, não é apenas um livro hot. Desse tipo de livro com hot eu curto, porque não é um monte de cenas soltas repetindo a mesma coisa, que é o fazer sexo. Existe um contexto, e um contexto bem trabalhado. Tanto que o livro não fica cansativo, e sou muito exigente com livros com sexo incluso. Acho um saco! 

Motivo 3: Os personagens
Não poderiam ser mais diferentes. Stella é minimalista, contida, sincera demais ao ponto de não saber quando parar, e tímida. Dan não é esse bad boy de livros com garotos de programa, que exala sexualidade. Ele é lindo, mas eu tive mais vontade de ninar o garoto do que colocar na cama (no sentido sujo). Eles são muito lindos juntos, sério! A autora conseguiu fazer dois personagens que são únicos e perfeitos sozinhos, e que em conjunto formam uma unidade muito delicada e bem construída. E os empregos deles? Super diferentes! Ela é uma econometrista e ele um alfaiate (quando não come mulheres por dinheiro). 

Motivo 4: O desenvolvimento do relacionamento. 
Nada de instalove por aqui. De início tudo é só mais uma transação comercial entre ambos. E mesmo que o livro seja fino, as coisas se desenvolvem de maneira correta e singela. Você sente amor por eles quando percebe que sentem amor um pelo outro, e isso é bem difícil para ambos. Stella acha que não é capaz de manter qualquer tipo de relacionamento por causa do autismo, e Dan acha que não consegue porque ele é uma cria do pai, que foi a pior pessoa que ele conheceu. 

Motivo 5: A delicadeza da resolução dos problemas individuais de cada um
Como citei no motivo quatro, os dois personagens tem suas problemáticas isoladas e usam o relacionamento se firmando entre eles para explorar o que achavam que não fossem conseguir, e expurgar aquilo que detestam. Ainda assim, eles não mudam completamente, o que achei genial da autora porque não existe esse tipo de mudança. O que pode mudar é a maneira como você encara seus defeitos e problemas. Gênio!

É um livro maravilhoso, gente! Sério. Não morro de amores por romances água com açúcar, nem por livros hot, mas acho que a autora soube mesclar bem ambos aqui, ao ponto de criar algo que realmente vale a pena ser citado como um dos melhores livros que li no ano. 

Primeiros Parágrafos "Vox"



Se alguém me dissesse que um dia eu seria capaz de derrubar o presidente, o Movimento Puro e aquele merdinha incompetente do Morgan LeBron na mesma semana, eu não acreditaria. Mas também não questionaria. Não diria nada.
Virei uma mulher de poucas palavras.
Esta noite, no jantar, antes de eu dizer as últimas sílabas do dia, Patrick dá uma batidinha no dispositivo prateado preso ao meu pulso esquerdo. É um toque leve, como se estivesse compartilhando minha dor, ou talvez me lembrando que devo ficar em silêncio até o contador reiniciar à meia-noite. Essa magia vai acontecer enquanto durmo, e vou começar a terça-feira com uma página em branco. O contador da minha filha, Sonia, fará o mesmo.
Meus meninos não usam contadores de palavras. 

Inferno Perfeito e porque é perigoso tentar ser herói na Somália

Título: Inferno Perfeito
Autor: Camila Ferreira
Editora: PL
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Sinopse: Laura Ryder sempre sonhou em fazer história com uma grande reportagem. Com esse intuito, preparou-se e fez uma longa viagem até a Somália. Ela jamais poderia imaginar que, dentro de poucos dias de sua chegada àquele país marcado pela guerra, faria parte de uma terrível estatística: a dos jornalistas sequestrados por rebeldes em zonas de conflitos.Dan Walker é mercenário e tem um talento único para encontrar e eliminar seus alvos com precisão. Acredita apenas nos próprios instintos e estes nunca permitem que ele desvie o foco. Ajudar uma mulher desconhecida que foge de seus captores em meio ao deserto da Somália era algo fora de questão, mas, levado por um impulso desconhecido, ele resolve socorrê-la. A partir de então, sua missão ganha novas ramificações, as quais serão decisivas em sua própria vida.
"Inferno Perfeito" é um romance intenso, que irá deixar você sem fôlego, conduzindo-o a lugares que jamais imaginou estar.

Hoje vamos conversar um pouco sobre esse livro que causou muitas sensações controversas em mim. Fui do sorrisinho bobo ao revirar de olhos, de impaciência. Enfim, sou uma leitora chatérrima de exigente, mas acho que de modo geral fiquei com um saldo positivo dessa história. 

Não me perguntem como cheguei nele, provavelmente um desses meus laboratórios de escrita. O fato é que vi a capa, adorei a sinopse e baixei no Unlimited. Acabei não lendo no mesmo dia, mas também não demorei horrores com ele parado no Kindle. E só precisei de um dia para terminá-lo, e aqui esta o primeiro ponto positivo dessa história: O texto flui! 

Veja também: Tudo sobre o Kindle

A autora é uma boa narradora, e isso é inegável. Nas minhas condições atuais poucos livros estão me prendendo do começo ao fim em um curto espaço de tempo, e ela conseguiu com eficiência. Então se vocês curtem romance com essa pegada de ação e não tem muito tempo a perder, se joguem em Inferno Perfeito. 

Outro ponto super positivo para mim são as cenas onde se desenvolvem a ação. Gosto muito de mocinhos que sejam antiherois e Dan é exatamente assim. Claro que tem que ter muito cuidado para não gerar antipatia por parte do leitor por causa disso, e eis o primeiro ponto negativo: Não senti nada por ele em nenhum momento. Frio e apático do começo ao fim, e isso é esquisito para um cara munido de revolver, muita raiva e uma mulher em sua cama. Como disse, a linha é muito tênue entre o gostar e ser alheio. 

Laura também não fica atrás, heim! Ela tem uma dependência emocional que causa gastura de se observar. Claro que a gente meio que entende, visto o histórico dela, mas ainda assim dá nervosismo. Muitas atitudes dela geram impaciência. Porra, a mulher passou quase um ano sendo refém de terroristas na Somália e quando volta para casa vai se preocupar com banco? Ah, vá! Faltou trabalhar um pouco a jornada do herói nessa personagem, o desespero de quem passa por situações semelhantes e que nesse livro só se mostra através dos pesadelos frequentes dela. 

Seguindo pelas coisas que não gostei, o livro tem muitos picos de tensão, e isso cansa o leitor. Todo livro tem que ter uma passagem delicada pelos momentos de tensão, para que eles sejam o ápice e de fato funcionem como ápice. Aqui a autora sobe e desde neles como se fosse uma montanha russa, e igualmente uma montanha russa, aquilo me causou vertigem e um cansaço infinito. Quando eu vi que a cena mais tensa tinha se desenvolvido nos 75% da história pensei... "caralho, o que ela vai fazer com o resto do livro se tudo está aqui?". E sim, ele foi desnecessário para mim. 
Não emergir nas cenas quentes de casal, e nem no romance deles. A briga interna do "amo, mas não posso amar" de ambos passa que não causa qualquer sentimento no leitor. Sério, entediante. Mas volto a dizer, as cenas de ação roubam todo o espaço e brilham, o que me faz pensar como a autora é versátil por passear entre romance hot, como outros livros dela, para esse aqui. 

Outro ponto que me incomodou foi a passagem pela Somália. Gente, a autora retratou um inferno na Terra, mas não detalhou isso. Não senti pena ou medo em momento nenhum enquanto eles estavam lá. Na verdade não senti nada. Apenas mais um dia na Somália. Putz, queria ter "sentido" o lugar onde Laura foi cativa, e isso não aconteceu. 

Enfim, é um livro divertido e rápido, mas tem esses diversos pontos negativos. Sugiro vir sem muita expectativa. Sei de gente que amou, e eu pessoalmente achei apenas ok. Por isso vir sem expectativa sugere que sua experiência será uma grata surpresa, boa ou ruim. 



Veja também: Outros livros tensos









Tour pelo Home Office


Interessados em ver como ficou meu Home Office?Chega mais!

Se me acompanham pelo Instagram @caroltelesbispo sabem que passei o mês de outubro inteiro em uma reforma na sala de casa. Foi o negócio de pintar parede, montar móveis e arrumar estante que parecia que jamais ia acabar. E de fato ainda não acabou, mas já dá para adiantar uma boa parte para vocês.


Então hoje vamos conhecer minha mesa de trabalho e o gaveteiro do lado, e até final do mês iremos para as incríveis estantes com o BookShelf Tour. Gostam desse tipo de conteúdo? Então fiquem por dentro do canal e do Instagram.


A Mesa do Home Office


Minha mesa é do modelo Bahamas, da marca Politorno. 
Ela tem mais ou menos 1 metro de largura e é bastante alta. Talvez tenha 1,80 de altura. 
Tem essas duas gavetas embaixo que são grandes e espaçosas, e essas prateleiras em cima que ficaram puro charme, porque daí não precisam se preocupar com decoração nessa área. Bastou o mural de fotos lindíssimo da Leitura Maceió e completei o que queria. Quer dizer, ainda quero pôr um cactus pequeno ali, mas de resto ficou perfeita!
É um móvel diferente e belo. Não é muito largo, mas aqui em casa aprendi que quanto mais espaço temos, mais bagunça juntamos, então ficou perfeito para mim. E a melhor parte... Montei completamente sozinha! Usando apenas uma maleta de ferramentas e uma parafusadeira.



O Gaveteiro do Home Office



O gaveteiro teve diversas funções para mim. Fica de suporte para minha impressora, coisa que eu tinha muita dificuldade com a mesa antiga, porque não tinha onde colocá-la. Além de guardar todos os meus cacarecos de escritório. Agora eu tenho gaveta para tudo, desde papeis diversos, a agendas e fios (todo mundo tem fios em casa para guardar, não é?)
Também é um móvel da Politorno, e tem outros tamanhos do mesmo e da mesma marca. Você pode pegar um com cinco gavetas, por exemplo. Garanto que vai ficar um arraso de qualquer jeito. 
Tem rodas nos pés, o que facilita a limpeza (e muito!) e os puxadores são absolutamente elegantes. Em resumo, eu AMEI esse móvel!




Detalhes

Esse espaço em cima da mesa cabem meus livros científicos, cadernos de organização e livros religiosos numa boa, além de abrigar os gaveteiros pequenos para guardar os objetos cortantes que não quero que as crianças tenham acesso. 


Acham que talvez esse móvel vá ficar pequeno ou grande no seu ambiente? Que tal testar o Mooble da Politorno? O Mooble é um simulador virtual de ambientes maravilhoso. Lá vocês criam como querem a sala ou home office e decidem que tipo de móvel é ideal para você.






Links para achar a mesa:
Dafiti: https://bit.ly/2OzGAPX
Americanas: https://bit.ly/2z4cbnU
Madeiramadeira: https://bit.ly/2JU8nK2

Links para o gaveteiro:
Madeiramadeira: https://bit.ly/2FgBIQm
Americanas: https://bit.ly/2T2RAIL









Leituras de Outubro



Hello, people!
Vamos conferir as leituras que fiz no mês de outubro? Foram poucas mas tem muita coisa legal. 
Acessa ai o vídeo e não esqueça de clicar no gostei e de se inscrever no canal, se não forem inscritos ainda. 




O Melhor e o Pior de Filhos de Sangue e Osso

Título: Filhos de Sangue e Osso
Autor: Tomi Adeyemi
Editora: Rocco
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Sinopse: A mitologia iorubá é o fio condutor de Filhos de sangue e osso, que marca a estreia de Tomi Adeyemi na literatura. Graduada em literatura inglesa em Harvard, a jovem escritora norte-americana de origem nigeriana recebeu uma bolsa para estudar cultura africana em Salvador, na Bahia, onde se inspirou a criar um universo de fantasia onde a magia dos orixás corre o risco de se perder para sempre. O livro abre a trilogia O legado de Orisha e conta a história de Zélie, uma jovem disposta a lutar contra a opressão sofrida por seu povo. Considerado um dos grandes lançamentos do ano nos Estados Unidos, Filhos de sangue e osso ocupa as principais posições do ranking dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento, há 27 semanas, e já chega ao mercado com adaptação negociada para o cinema pela Fox e publicação em mais de 15 países.

Esse é um formato diferenciado de resenha. Vou contar o que o livro tem de melhor e de pior em tópicos e tentar explicar um pouco o motivo de ter feito essa separação. Vamos lá?


O Melhor
  • A cultura


É inegável o quão incrível foi a autora em mostrar a cultura africana através desse livro. As vezes com coisas bobas, como objetos comuns por lá, ou com coisas mais sérias, como divindades e termos linguísticos. O fato é que é muito fácil de inserir na cultura usando a perspectiva dos personagens narradores. 

  • A Magia


É uma fantasia, ok? Então sim, tem magia aqui e muita! 
Confesso que ainda não estou por dentro de como essa magia se desenvolve de maneiras diferentes para pessoas diferentes e até onde pode ir o limite da magia de cada personagem. Mas acho que por ser o primeiro livro, nós ficamos tão perdidos quanto eles estão, já que para eles aquilo também é algo novo. Acredito que no próximo volume a autora vá trabalhar melhor isso. 

  • Os personagens


Zélie, Amari, Inan e Tzain são os quatro protagonistas. Os três primeiros tem voz narrativa, e não sei direito porque Tzain também não teve a sua própria. Todos são incríveis dentro da proposta do que a autora queria em relação a eles. Tenho um amor real por Zélie, e no momento estou em uma batalha interna em relação ao meu amor por Inan, mas os quatro são maravilhosos. É muito bom ver como o relacionamento deles cresce. Zélie é irmã de Tzain e Amari de Inan. Não poderiam ser relações fraternas mais diferentes, já adianto. 

  • A raça


Um livro onde todos os personagens (um ou outro gato pingado que não) são negros. Isso é enorme para um país cheio de preconceito idiota, como é o nosso. De início eu estranhei, mas foi pura questão de costume, porque depois que criei os personagens em minha cabeça, agora acho impossível imaginá-los de outro modo que não negros. 

  • Os romances


Tem? Óbvio! É uma fantasia adolescente, minha gente! Um deles é super leve e respirável, o outro é pesado ao ponto de precisar fechar o livro para aliviar a cabeça. Acho que eles formam uma balança interessante nesse quesito. 


  • Empoderamento Feminino


Temos dois rapazes e duas moças. As meninas dão banho nos caras! Zélie sabia que era maravilhosa, mas Amari me surpreendeu no fim. A garota estava virada no siridó! <3


  • Pessoas carregam problemas antigos


Gostei muito do que a autora fez aqui em relação a dicotomia de um personagem em específico. Vimos claramente a briga interna dele em relação a fazer o que precisava ser feito e o que deveria ser feito. No final das contas somos só humanos, não é? Só precisamos de aprovação. Achei isso genial. 



O Pior
  • O preço


Sessenta reais em um livro para um trabalhador com salário mínimo de 950? Acho isso abusivo, com certeza! Só li o ebook porque consegui um empréstimo da conta de um amigo, porque até o preço do digital estava caro demais. É um ebook, caramba! Se esses livros digitais fossem padronizados com preços até 10,00 eu certamente leria muito mais livros de diversas editoras. Sem contar que algumas editoras não disponibilizam ebooks já por medo de pirataria. Onde fica a inclusão aqui? Sinceramente, acho que deveria ser lei a literatura ser disponibilizada digitalmente também. Conheço muito cego que se faz em um kindle. 


  • O ritmo


Até os 50% do livro o ritmo dele é muito lento. Pode ter sido um problema pessoal meu com a história, mas ainda assim me deixou nervosa e tentando enxergar onde diabos as pessoas estavam vendo tanta coisa boa em um livro que não estava funcionando para mim. Depois disso a coisa funcionou, mas até lá foi um martírio. 


  • Cade a visão de Tzain?


Coloquei em cima que o único personagem que não tem POV foi o irmão de Zélie, que é tão protagonista quanto ela. E daí bate a curiosidade de saber se foi proposital ou não. Porque a autora faria para os outros três e não para ele? Fiquei encucada com isso e aceito teorias. Alguém se habilita a me dar algumas? 


É isso ai, gente! Viram que de ponto negativo houveram bem poucos? Porque de fato o livro quase não apresentava defeitos, e os que tinham eram muito mais pessoais comigo do que necessariamente um problema da história. De modo geral Filhos de Sangue e Osso é um livro grandioso e que eu amei muito. Com certeza uma das maiores fantasias da atualidade. 

E se quiserem ler mais resenhas sobre fantasias incríveis, deixo as sugestões abaixo:

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